sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A perigosa solidão dos movimentos sociais

O MST, Via Campesina e outros movimentos fizeram manifestações, ocupações, protestos pelo país todo. A mídia diz que é crime e a polícia bate. O governo Lula finge que não vê. Mas, o pior é que os partidos da oposição de esquerda estão distantes.
De 10 a 13 de junho, o Movimento dos Sem-Terra, a Via Campesina, o Movimento dos Atingidos por Barragem, Assembléia Popular e outros setores de luta realizaram várias ações. Foram diversos protestos, ocupações, manifestações, paralisações, bloqueio de estradas. Principalmente em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul.
A mídia não vacila. Trata as ações como crime. Diz que elas nada têm a ver com luta pela terra ou por direitos sociais. Não passam de destruição e baderna. E, muito provavelmente, esse tipo de tratamento convence a maioria da população. Isso acontece por várias razões. Mas, uma das principais é o isolamento que os movimentos sociais vêm sofrendo.
Os movimentos sociais precisam deixar claro quem está ao lado do inimigo. Sem meias-palavras. E os partidos da oposição de esquerda não podem continuar reféns da agenda eleitoral e das infinitas denúncias de corrupção. O centro de nossa atuação tem que ser as ações promovidas pelos movimentos sociais. E os alvos têm que ser os capitalistas e seus auxiliares no parlamento e nos governos. Se não fizermos essa ponte, vamos ajudar a montar o cenário perfeito para a direita nos isolar de vez.
Sérgio Domingues - Junho 2008

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